
ilustração: Balegas de Sousa
Não sabia se era do cheiro da cerveja entornada, ou o conjunto de formas humanas , já disformes na sua versão do mundo,
que lhe deu uma náusea.
O mundo gira naquele lugar... menos no seu canto.
Todos rodopiam alegremente à sua volta, onde um café e uma água habitam uma mesa imprópria num ambiente de festa como aquele,
cheio de olhos alheios daquilo que ele pensa que realmente se passa...
... nada!
Aquela rotina enjoativa não é nada, e ele na sua rotina vazia daquele mundo que não é seu...
... suspira!
Não entende de que falam, ou de que riem ou festejam. Falam um idioma diferente.
É um espectador invisível de um mundo cheio de nada e sabe que o seu mundo está longe, noutra dimensão.
Tem o tamanho de um berlinde.
No meio de tanto riso e agitação ele sorri um sorriso de criança, porque sabe onde está o seu mundo!
... Está na palma da sua mão!
autor: Balegas de Sousa


1 comentários:
Passei aqui, amanhã, prometo, ontem e hoje, e até no domingo. O comentário surgiu porque acho inadmissivel que ainda esteja a zero.
Parabéns pelo blog. Um professor meu dizia que o importante não era fazer acontecer, mas saber onde ir buscar os actos e mostrá-los. Tretas para aceitar quando um aluno lhe colocou num teste, em vez de respostas, as páginas, parágrafos, autores e nomes dos livros que continham a resposta. Parabéns.
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