
ilustração: Balegas de Sousa
Sentado naquele banco de madeira apenas me restava contar as horas a passar, enfim, esperar. A quantidade de movimento que me rodeava era o meu alimento, temia que um dia ali chegasse e que tudo tivesse parado, que simplesmente toda aquela gente que me animava os dias deixasse de aparecer.
A velocidade dos veículos na estrada, lançavam-me um mistura de corrente de ar com um venenoso cheiro a escape que ao contrário do que a maioria das pessoas achava, fazia-me sentir vivo. Ninguém me falava, olhavam para mim porque me conheciam, na realidade eles achavam-me estranho, um mero e dúbio estranho.
Não tinha no entanto vergonha de o ser, afinal era deles, daqueles que me consideravam um louco que me alimentava com os seus movimentos.
autor: matt


1 comentários:
ola,como vai?gostaria de parceria???visite meu blog:
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aguardo....
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